Gestão de Riscos (8)

Quarta, 20 Março 2019 13:52

Comitê de Gestão de Riscos

Composição do Comitê de Gestão de Riscos para o Biênio 2020-2022, conforme Portaria da Presidência nº 26/2020:

 

I - Desembargador BRASILINO SANTOS RAMOS - Presidente

II - Desembargador ALEXANDRE NERY RODRIGUES DE OLIVEIRA - Vice-Presidente

III - ROSANA OLIVEIRA DE ARAGÃO SANJAD - Secretária-Geral da Presidência

IV - RAFAEL ALVES BELLINELLO  - Diretor-Geral

V - PAULA DA SILVA BORDONI - Secretária-Geral Judiciária

VI - GILVAN SILVA PEREIRA RAMOS - Secretário de Administração

VII - GUSTAVO DE ALMEIDA ROCHA - Secretário de Tecnologia da Informação

VIII - ALEKSANDRA PEREIRA DOS SANTOS - Secretária de Gestão de Pessoas

IX - HÉLCIO BARBOSA DE CASTRO JÚNIOR - Secretário da Corregedoria Regional

X - SUSAN CARLA LAVARINI DOS SANTOS - Secretária de Orçamento e Finanças

XI - FABIANA ALVES DE SOUZA DOS SANTOS  - Coordenadora de Governança e Gestão Estratégica

Sexta, 12 Abril 2019 14:10

Projeto-Piloto de Gestão de Riscos

 O Projeto-Piloto de Gestão de Riscos surgiu em 2018 a partir da necessidade de se testar o Plano de Gestão de Riscos num caso concreto, para verificar se, de fato, a metodologia de GE é aplicável. A ideia é criar modelo bem sucedido que facilite a implantação em outras áreas. Maiores detalhes poderão ser encontrados no Processo SEI 18.0.000010824-0.

 

Projeto-Piloto:

  • Macroprocesso: Aquisições e Contratações.
  • Subprocesso Planejamento da Contratação 

 

1. Apresentação dos Resultados - maio/2019

2. Riscos Mapeados

3. Cronograma do Projeto-Piloto

 

Sexta, 04 Janeiro 2019 09:24

Gestão de Riscos

No cenário atual de imprevisibilidade, não há garantias que as organizações, públicas ou privadas, cumprirão de forma efetiva sua missão e alcançarão, com plenitude, seus objetivos. Somos uma coletividade complexa e sofremos influência interna e externa em todos os níveis e de diversas naturezas. O efeito das incertezas com que nos deparamos ao realizarmos nossas rotinas de trabalho e iniciativas é chamado de “risco”.

No TRT 10, definimos o termo “risco” como “possibilidade de ocorrência de um evento que venha a ter impacto no cumprimento dos objetivos do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região. O risco é medido em termos de impacto e de probabilidade.”.

A Gestão de Riscos, por sua vez, compreende o processo para identificar, avaliar, administrar e controlar potenciais eventos ou situações para fornecer razoável certeza quanto ao alcance dos objetivos do TRT 10.

A partir dessa noção, é fundamental que tomemos medidas para elevar as chances de atingir os resultados esperados, identificando tais incertezas e possibilidades de dificuldade ou de fracasso, agindo para minimizá-las e mantendo um estado de alerta para que eventuais oportunidades possam ser devidamente aproveitadas. Assim, cuidar da dimensão dos riscos torna-se atividade essencial de gestão.

Essas medidas se constituem em formas de controle interno da gestão, ou seja, reunem um  conjunto de regras, procedimentos, diretrizes, protocolos, rotinas de sistemas informatizados, conferências e trâmites de documentos e informações, entre outros, de maneira integrada pela Administração e pelo corpo funcional, com a finalidade de enfrentar os riscos e fornecer segurança razoável para a consecução dos objetivos organizacionais.

Ao longo dos últimos anos, o TRT 10 vem se organizando para poder alavancar devidamente essa nova esfera de gestão, inovadora para a área pública, embora, evidentemente, muito necessária.

Assim, após a constituição de um modelo de gestão de riscos (Clique para ver a Política de Gestão de Riscos do TRT 10), bem como do Comitê de Gestão de Riscos, o TRT 10 se debruçou na elaboração, revisão e aprovação de um Plano de Gestão de Riscos em 2018.

O objetivo do Plano de Gestão de Riscos, composto também pelo Manual de Gestão de Riscos, é prover o Tribunal com ferramentas práticas e orientadoras do efetivo gerenciamento de riscos, contribuindo para uma prestação de serviços de excelência em termos de eficiência, transparência e economicidade.

Para que seja possível gerir, é necessário planejar. O Plano de Gestão de Riscos representa o instrumento de planejamento que nos auxiliará na melhoria contínua dos processos de trabalho, levando em conta essa dimensão. A ideia é que, com o Plano, seja possível responder às perguntas: “Como vamos identificar e lidar adequadamente com os riscos a que estamos expostos? Como podemos estar preparados para os novos riscos que surgirem? ”.

Dessa forma, como se trata de um instrumento orientador das práticas de gestão de risco, é preciso testar o Plano de Gestão de Riscos num caso concreto, para que possamos verificar se, de fato, o instrumento está adequado para o que se propõe. Em 2018, demos início também a um projeto-piloto que visa realizar esse teste, a fim de que possamos avançar na implantação de um modelo bem sucedido de gestão de riscos.

 

Resultados da gestão de riscos

 

No atual estágio da gestão de riscos no TRT 10, já temos definidas as 4 categorias de riscos que devemos enfatizar:

 

  • Riscos estratégicos: associados à tomada de decisão que pode afetar negativamente o alcance dos objetivos da organização;
  • Riscos operacionais: associados à ocorrência de perdas (produtividade, ativos e orçamentos) resultantes de falhas, deficiências ou inadequação de processos internos, estrutura, pessoas, sistemas, tecnologia, assim como de eventos externos (catástrofes naturais, greves, fraudes);
  • Riscos de comunicação: associados a eventos que podem impedir ou dificultar a disponibilidade de informações para a tomada de decisões e para o cumprimento das obrigações de accountability (prestação de contas às instâncias controladoras e à sociedade);
  • Riscos de conformidade: associados ao não cumprimento de princípios constitucionais, legislações específicas ou regulamentações externas aplicáveis ao negócio, bem como de normas e procedimentos internos.

 As responsabilidades envolvidas na gestão de riscos foram definidas pela Política de Gestão de Riscos , e estão ilustradas na Figura a seguir

 

A Figura abaixo apresenta o fluxo do processo de gestão de riscos no TRT 10, conforme definições presentes no Plano de Gestão de Riscos:

 
Fonte: Adaptado de ABNT NBR 31000:2009

 

 

Assim, todo o fluxo deve ser permeado por intensa comunicação e consulta, pois o envolvimento das pessoas e unidades organizacionais no processo de gestão de riscos é fortemente influenciado por ações de comunicação e consulta, de modo que em todas as fases do processo - identificação, avaliação, tratamento e monitoramento dos riscos - é fundamental incluir a constante interação com as partes interessadas.

A comunicação e a consulta têm como objetivo facilitar a troca de informações, levando em consideração os aspectos de confidencialidade, integridade e confiabilidade.

Anteriormente ao processo de avaliação de riscos, deve haver o estabelecimento do contexto, vez que o contexto do processo de gestão de riscos varia de acordo com as necessidades do Tribunal. O propósito é definir os fatores internos e externos e os critérios de riscos.

O processo de avaliação de riscos consiste na identificação, análise e avaliação de riscos. A finalidade é proporcionar aos tomadores de decisão e às partes responsáveis entendimento aprimorado dos riscos que poderiam afetar o alcance dos objetivos, bem como a adequação e a eficácia dos controles em uso. Fornece uma base para decisões sobre a abordagem mais apropriada a ser utilizada para tratar os riscos.

Por fim, o tratamento de riscos tem como objetivo a implementação de uma ou mais ações de resposta aos riscos. Pode ser deflagrado quando, no processo de avaliação, forem fornecidas informações suficientes para determinar as ações necessárias capazes de reduzir os riscos a níveis aceitáveis. São opções de tratamento de riscos, que podem ser consideradas e aplicadas individualmente ou combinadas: evitar, transferir, mitigar ou aceitar o risco.

Na fase de monitoramento e análise crítica, busca-se, dentre outros fins, proporcionar controles eficazes e eficientes no projeto e na operação, obter informações adicionais para melhorar a avaliação dos riscos e analisar os eventos, as mudanças, e aprender com o sucesso ou fracasso do tratamento do risco.

 

Etapas da implantação da gestão de riscos no TRT 10

 

O quadro abaixo demonstra o estágio em que se encontra a implantação da gestão de riscos no TRT 10, listando as ações já efetuadas e as que estão por vir. Como pode ser observado, nesta fase ainda não é possível estabelecer mecanismos de controle para alcançar os objetivos institucionais.

 

 

ETAPA

 

Ações

Situação

PLANEJAMENTO DA GESTÃO DE RISCOS

 

 

Estabelecimento de um modelo de gestão de riscos

Definição de política institucional de gestão de riscos

Realizado

Definição do processo institucional de gestão de riscos

Realizado

Definição de diretrizes e limites para exposição a risco

Realizado

Definição de critérios de avaliação de riscos institucionais

Realizado

Definição de critérios de avaliação de riscos de fraude e corrupção

Não realizado

Divulgação do modelo de gestão de riscos do TRT 10

Realizado

 

 

EXECUÇÃO DAS AÇÕES DE PREVENÇÃO  DE RISCOS

 

Início do ciclo de gestão dos riscos organizacionais

Aprovação de plano de gestão de riscos

Realizado

Implementação de projeto-piloto de teste da metodologia inserida no Plano de Gestão de Riscos

Em andamento

Identificação dos processos considerados críticos para o alcance dos objetivos institucionais

Não realizado. Aguardando o término do projeto-piloto para ser iniciado.

Identificação dos ativos dos processos considerados críticos (ex. tecnologias, informações, pessoas, etc.)

Identificação, análise e avaliação de riscos que podem afetar o alcance dos objetivos institucionais (riscos considerados críticos)

Informação aos membros das instâncias superiores de governança sobre os riscos considerados críticos

Implantação de controles internos para tratar riscos considerados críticos ao alcance dos seus objetivos

Implantação de controles internos para tratar riscos considerados críticos para a prevenção de casos de fraude e corrupção

Estabelecimento de controles de detecção de transações incomuns, por meio de técnicas de análise de dados e/ou outras ferramentas tecnológicas

Quinta, 02 Mai 2019 11:27

Planilha de Riscos TRT10

Clique no botão abaixo para fazer o download da Planilha de Riscos:

INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO DA PLANILHA

Planilha 1 - Contexto e Objetivos:

 

* No campo "Unidade", deve-se selecionar a sua respectiva unidade;

* No campo "Objetivo do Processo de Planejamento das Contratações Públicas", deve-se inserir o objetivo a ser apresentado pelo Gestor do Projeto-Piloto, após aquiescência das unidades participantes;

* No campo "Objetivo da Unidade no Processo de Planejamento das Contratações Públicas", deve-se inserir o objetivo definido pela respectiva unidade conforme consta no P.A. SEI n.º 18.0.000010824-0;

* No campo "Análise de Ambiente - SWOT", deve-se inserir em seus respectivos campos, no ambiente interno, as forças e fraquezas, e, no ambiente externo, as oportunidades e ameaças, conforme consta no P.A. SEI n.º 18.0.000010824-0;

 

Planilha 2 - Identificação de Riscos:

 

Obs.: cada risco é composto por 1 causa + 1 evento + 1 impacto, não estando vinculados entre si, por exemplo, mesmo evento e mesma causa podem gerar impactos diferentes, por consequência, vários riscos distintos.

 

* Deve-se lançar os riscos mapeados conforme disposição apresentada pelas colunas "Causa", "Evento" e "Impacto":

Causa (fonte de risco) - elemento que individualmente ou combinado tem o potencial intrínseco de dar origem ao risco;

Evento - ocorrência gerada com base em causas (fontes internas ou externas) que pode afetar a realização dos objetivos, causando impacto negativo, positivo ou ambos;

Impacto - resultado ou efeito de um evento, podendo ser positivo ou negativo em relação aos objetivos de uma organização.

 

* Na coluna "Categoria de Risco", deve-se selecionar a categoria que melhor corresponda o risco sob análise (as definições das categorias de risco encontram na tabela 1 da "Planilha 6. Quadros, Tabelas e Glossários").

 

Planilha 3 - Avaliação dos Riscos:

 

* Na coluna "Frequência Observada/Prevista", deve-se lançar, para cada evento de risco, o nível de probabilidade de ocorrência que melhor corresponda a análise, de 1 a 5;

* Na tabela "Impacto nas dimensões do objeto", deve-se lançar, em cada coluna correspondente (custo, prazo, escopo e qualidade), quando factível, a descrição que melhor se adeque ao risco analisado, conforme graduação presente da respectiva coluna;

 

* Na coluna "Nível", para cada risco, deve-se lançar o maior nível de risco dentre as graduações das dimensões;

* Na tabela "Controles Existentes", para cada risco, deve-se:

Na coluna "Descrição", descrever o controle existente na unidade/órgão para o respectivo risco em análise, caso não o tenha, informe "controle inexistente";

Na coluna "Situação", graduar o controle existente, para cada risco, conforme definição apresentada na tabela 2 da "Planilha 6. Quadros, Tabelas e Glossários".

 

Planilha 4 - Tratamento dos Riscos:

 

* Na coluna "Opções de Tratamento", deve-se selecionar a opção que melhor convém ao risco sob análise, conforme definição apresentada na tabela 4 da "Planilha 6. Quadros, Tabelas e Glossários";

* Na coluna "Momento do Tratamento", deve-se selecionar a opção que melhor se adeque às características de ação para o risco sob análise - a descrição das opções disponíveis encontra-se apresentada na tabela 5 da "Planilha 6. Quadros, Tabelas e Glossários";

 

* Na coluna "Ação de Tratamento do Risco", deve-se descrever a ação de resposta para o risco sob análise, para os casos que assim necessitarem;

* Na coluna "Responsável pela execução", deve-se nomear a(s) pessoa(s) que estará(ão) responsável(is) pela confecção/aprimoramento da ação de tratamento de risco;

* Nas colunas "Data de Início" e "Data de Conclusão", deve-se lançar, respectivamente, a data que dará início à confecção ou ao aprimoramento da ação de tratamento de risco e a data prevista de sua conclusão;

Obs.: a data de conclusão deverá findar até o dia 26/03/2019; tal data não se confunde com data de aplicação de ações propostas: aquele - prazo de elaboração da ação para com o risco; este - não há prazo, pois sua execução tem caráter contínuo.

 

* Na coluna "Forma de Monitoramento", deve-se elaborar uma forma de se promover a fiscalização quanto à efetiva aplicação das ações de tratamento de risco;

* Na coluna "Obs.", pode-se anotar situações julgadas relevantes para o risco sob análise.

 

Planilha 5 - Monitoramento e Análise Crítica:

 

* Na coluna "Verificação de implementação da ação de tratamento", deve-se apresentar, quando possível, comprovações fáticas de cumprimento da ação;

* Na coluna "Status", deve-se selecionar a situação atual quanto à implementação da ação de tratamento, conforme as respectivas datas de início e conclusão;

* Na coluna "Melhorias percebidas após implementação da ação de tratamento", deve-se relatar eventual alteração (melhor/pior/indiferente) no processo de planejamento da contratação, quanto aos riscos identificados, uma vez executadas as ações de tratamento;

 

* Na coluna "Obs.", pode-se anotar situações julgadas relevantes para o risco sob análise.

Quarta, 20 Março 2019 13:49

Plano de Gestão de Riscos

Após a criação da Política de Gestão de Riscos do TRT 10, o Comitê de Gestão de Riscos, elaborou um Plano de Gestão de Riscos.

O objetivo do Plano de Gestão de Riscos, composto também pelo Manual de Gestão de Riscos, é prover o Tribunal com ferramentas práticas e orientadoras do efetivo gerenciamento de riscos, contribuindo para uma prestação de serviços de excelência em termos de eficiência, transparência e economicidade.

Para que seja possível gerir, é necessário planejar. O Plano de Gestão de Riscos nos auxiliará na melhoria contínua dos processos de trabalho, levando em conta a dimensão dos riscos. A ideia é que, com o Plano, seja possível responder às perguntas: “Como vamos identificar e lidar adequadamente com os riscos a que estamos expostos? Como podemos estar preparados para os novos riscos que surgirem? ”.

 

Quarta, 20 Março 2019 14:03

Política de Gestão de Riscos

Quarta, 20 Março 2019 13:45

Visão Geral

GESTÃO DE RISCOS E CONTROLES INTERNOS  

 

No cenário atual de imprevisibilidade, não há garantias que as organizações, públicas ou privadas, cumprirão de forma efetiva sua missão e alcançarão, com plenitude, seus objetivos. Somos uma coletividade complexa e sofremos influência interna e externa em todos os níveis e de diversas naturezas. O efeito das incertezas com que nos deparamos ao realizarmos nossas rotinas de trabalho e iniciativas é chamado de “risco”.

No TRT 10, definimos o termo “risco” como “possibilidade de ocorrência de um evento que venha a ter impacto no cumprimento dos objetivos do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região. O risco é medido em termos de impacto e de probabilidade.”.

A Gestão de Riscos, por sua vez, compreende o processo para identificar, avaliar, administrar e controlar potenciais eventos ou situações para fornecer razoável certeza quanto ao alcance dos objetivos do TRT 10.

A partir dessa noção, é fundamental que tomemos medidas para elevar as chances de atingir os resultados esperados, identificando tais incertezas e possibilidades de dificuldade ou de fracasso, agindo para minimizá-las e mantendo um estado de alerta para que eventuais oportunidades possam ser devidamente aproveitadas. Assim, cuidar da dimensão dos riscos torna-se atividade essencial de gestão.

Essas medidas se constituem em formas de controle interno da gestão, ou seja, reúnem um  conjunto de regras, procedimentos, diretrizes, protocolos, rotinas de sistemas informatizados, conferências e trâmites de documentos e informações, entre outros, de maneira integrada pela Administração e pelo corpo funcional, com a finalidade de enfrentar os riscos e fornecer segurança razoável para a consecução dos objetivos organizacionais.

Ao longo dos últimos anos, o TRT 10 vem se organizando para poder alavancar devidamente essa nova esfera de gestão que é, evidentemente, muito necessária.

 

Plano de Gestão de Riscos

Após a constituição de um modelo de gestão de riscos (Clique para ver a Política de Gestão de Riscos do TRT 10), bem como do Comitê de Gestão de Riscos, o TRT 10 se debruçou, em 2018, na elaboração, revisão e aprovação de um Plano de Gestão de Riscos.

O objetivo do Plano de Gestão de Riscos, composto também pelo Manual de Gestão de Riscos, é prover o Tribunal com ferramentas práticas e orientadoras do efetivo gerenciamento de riscos, contribuindo para uma prestação de serviços de excelência em termos de eficiência, transparência e economicidade.

Para que seja possível gerir, é necessário planejar. O Plano de Gestão de Riscos nos auxiliará na melhoria contínua dos processos de trabalho, levando em conta a dimensão dos riscos. A ideia é que, com o Plano, seja possível responder às perguntas: “Como vamos identificar e lidar adequadamente com os riscos a que estamos expostos? Como podemos estar preparados para os novos riscos que surgirem? ”.

Dessa forma, como se trata de um instrumento de planejamento, orientador das práticas de gestão de risco, é preciso testar o Plano de Gestão de Riscos num caso concreto, para que possamos verificar se, de fato, o instrumento está adequado para o que se propõe. Em 2018, demos início também a um projeto-piloto que visa realizar esse teste, a fim de que possamos avançar na implantação de um modelo bem sucedido de gestão de riscos.

 

Resultados da gestão de riscos

 

No atual estágio da gestão de riscos no TRT 10, já temos definidas as 4 categorias de riscos que devemos enfatizar:

 

  • Riscos estratégicos: associados à tomada de decisão que pode afetar negativamente o alcance dos objetivos da organização;
  • Riscos operacionais: associados à ocorrência de perdas (produtividade, ativos e orçamentos) resultantes de falhas, deficiências ou inadequação de processos internos, estrutura, pessoas, sistemas, tecnologia, assim como de eventos externos (catástrofes naturais, greves, fraudes);
  • Riscos de comunicação: associados a eventos que podem impedir ou dificultar a disponibilidade de informações para a tomada de decisões e para o cumprimento das obrigações de accountability (prestação de contas às instâncias controladoras e à sociedade);
  • Riscos de conformidade: associados ao não cumprimento de princípios constitucionais, legislações específicas ou regulamentações externas aplicáveis ao negócio, bem como de normas e procedimentos internos.

 

As responsabilidades envolvidas na gestão de riscos foram definidas pela Política de Gestão de Riscos e estão ilustradas na Figura 1.15:

Figura 1.15

 

 

A Figura 1.16 apresenta o fluxo do processo de gestão de riscos no TRT 10, conforme definições presentes no Plano de Gestão de Riscos:

                                                                   Fonte: Adaptado de ABNT NBR 31000:2009

Figura 1.16

 

Assim, todo o fluxo deve ser permeado por intensa comunicação e consulta, pois o envolvimento das pessoas e unidades organizacionais no processo de gestão de riscos é fortemente influenciado por ações de comunicação e consulta, de modo que em todas as fases do processo - identificação, avaliação, tratamento e monitoramento dos riscos - é fundamental incluir a constante interação com as partes interessadas.

A comunicação e a consulta têm como objetivo facilitar a troca de informações, levando em consideração os aspectos de confidencialidade, integridade e confiabilidade.

Anteriormente ao processo de avaliação de riscos, deve haver o estabelecimento do contexto, vez que o contexto do processo de gestão de riscos varia de acordo com as necessidades do Tribunal. O propósito é definir os fatores internos e externos e os critérios de riscos.

O processo de avaliação de riscos consiste na identificação, análise e avaliação de riscos. A finalidade é proporcionar aos tomadores de decisão e às partes responsáveis entendimento aprimorado dos riscos que poderiam afetar o alcance dos objetivos, bem como a adequação e a eficácia dos controles em uso. Fornece uma base para decisões sobre a abordagem mais apropriada a ser utilizada para tratar os riscos.

Por fim, o tratamento de riscos tem como objetivo a implementação de uma ou mais ações de resposta aos riscos. Pode ser deflagrado quando, no processo de avaliação, forem fornecidas informações suficientes para determinar as ações necessárias capazes de reduzir os riscos a níveis aceitáveis. São opções de tratamento de riscos, que podem ser consideradas e aplicadas individualmente ou combinadas: evitar, transferir, mitigar ou aceitar o risco.

Na fase de monitoramento e análise crítica, busca-se, dentre outros fins, proporcionar controles eficazes e eficientes no projeto e na operação, obter informações adicionais para melhorar a avaliação dos riscos e analisar os eventos, as mudanças, e aprender com o sucesso ou fracasso do tratamento do risco.

 

Etapas da implantação da gestão de riscos no TRT 10

A tabela 1.1 abaixo demonstra o estágio em que se encontra a implantação da gestão de riscos no TRT 10, listando as ações já efetuadas e as que estão por vir. Como pode ser observado, nesta fase ainda não é possível estabelecer, de forma sistemática, mecanismos de controle baseados em riscos para alcançar os objetivos institucionais, muito embora tenhamos outros mecanismos de controle organizacionais.

 

 

ETAPA

 

AÇÕES

SITUAÇÃO

PLANEJAMENTO DA GESTÃO DE RISCOS

 

 

Estabelecimento de um modelo de gestão de riscos

Definição de política institucional de gestão de riscos

Realizado

Definição do processo institucional de gestão de riscos

Realizado

Definição de diretrizes e limites para exposição a risco

Realizado

Definição de critérios de avaliação de riscos institucionais

Realizado

Definição de critérios de avaliação de riscos de fraude e corrupção

Não realizado

Divulgação do modelo de gestão de riscos do TRT 10

Realizado

 

 

EXECUÇÃO DAS AÇÕES DE PREVENÇÃO  DE RISCOS

 

Início do ciclo de gestão dos riscos organizacionais

Aprovação de plano de gestão de riscos

Realizado

Implementação de projeto-piloto de teste da metodologia inserida no Plano de Gestão de Riscos

Em andamento

Identificação dos processos considerados críticos para o alcance dos objetivos institucionais

Não realizado. Aguardando o término do projeto-piloto para ser iniciado.

Identificação dos ativos dos processos considerados críticos (ex. tecnologias, informações, pessoas, etc.)

Identificação, análise e avaliação de riscos que podem afetar o alcance dos objetivos institucionais (riscos considerados críticos)

Informação aos membros das instâncias superiores de governança sobre os riscos considerados críticos

Implantação de controles internos para tratar riscos considerados críticos ao alcance dos seus objetivos

Implantação de controles internos para tratar riscos considerados críticos para a prevenção de casos de fraude e corrupção

Estabelecimento de controles de detecção de transações incomuns, por meio de técnicas de análise de dados e/ou outras ferramentas tecnológicas

CONTATO

Coordenadoria de Governança e Gestão Estratégica - CDGES

Endereço: Setor de Autarquias Sul, Quadra 1, Bloco "D", Anexo I, Sala 303
               Ed. TRT 10 - Brasília/DF
               CEP: 70097-900

Telefones: (61) 3348-1486 / 3348 1344

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